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Tamariz

Estoril was populated with holiday homes and chalets along the coast on the Marginal Road in the late nineteenth century.

The street has also this kind of typologies, privileged with large sea views and generous balconies.

The project adopts a reinterpretative morphology of the traditional chalet reinforcing the holiday identity that characterizes Estoril and Cascais.

The perimeter wall of the ground floor signalizes the historical foundation of the building. This waistline closes the new metal structure of elegant expression that is assumed at every level, especially on the side of the street, detached from the transparent back of the facade. The chronology of the building are perfectly identifiable: the basement, the structure / coverage and the volumetric content of the three floors.

The façade silhouette also establishes this morphological relationship with the surroundings, even in a refined and contemporary style, free from the eclectic mimesis that in past centuries standardized Estoril. On the other hand, the coverage solution fulfills the concept of “attic use”, in a geometry that clears this aesthetic, in which the two roof plans facing south unfold in an inverted cover to the North side.

The exterior car park on the ground floor allow the building to be lift from the ground.

A Linha do Estoril foi povoada de casas e chalets de veraneio ao longo da costa e, principalmente, da Estrada Marginal no período final do XIX.

A rua foi desde sempre povoada de casas de férias, privilegiadas de vistas voltadas para o mar, com grandes vãos e varandas generosas e sem obstáculos às vistas para o mar.

O projecto adopta uma morfologia reinterpretativa do chalet tradicional colaborante na identidade de veraneio que caracteriza a Linha do Estoril. Este estilo ainda se vislumbra em alguns exemplos que pontuam a própria rua.

A muralha periférica do piso térreo desempenha neste conjunto o assinalar de um momento da história do edifício e funciona como embasamento do edifício. Esta cintura encerra a nova estrutura metálica de expressão elegante que se assume a todo o nível, principalmente no lado da rua, destacada que está do plano recuado da fachada. Os momentos do edifício são, desta forma, perfeitamente identificáveis: o embasamento, a estrutura/cobertura e o conteúdo volumétrico dos três pisos.

A silhueta desta fachada estabelece igualmente essa relação morfológica com a envolvente, mesmo que num estilo depurado e contemporâneo, desobrigado do mimetismo eclético que nos séculos passados padronizou a Linha. Por outro lado, a solução da cobertura cumpre o conceito de “aproveitamento de sótão”, numa geometria que apura essa estética, em que as duas águas voltadas para Sul se desdobram numa cobertura invertida para o lado Norte.

O parqueamento automóvel no piso térreo permitiu que o edifício ficasse levantado do terreno, ocupando a quase totalidade da implantação.

year:
client:

Private

location:

Estoril, Cascais, Portugal

status:

ongoing project

team:

André Ribeiro
André Pinto da Cunha
João Ribeiro de Almeida
Bernardo Lino

photography:

António Costa Lima