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by the Aqueduct

The demolition of the pre-existing warehouse and the construction of this new building on a backed plan allows to uncover a section of the Águas Livres Aqueduct, called Galeria da Esperança. This initiative reveals the urgent safeguard that this monument lacks in its parallel route to the São Bento Street, since it’s sunk in the hillside under a number of buildings.

On the other hand, it proposes an evolutionary morphology towards the historical urban context, constituting a formal synthesis as a tail-end of the block. It´s the closure and the transition to the void on the west side next to the aqueduct and the neighbouring buildings implanted in a much lower level, about 10m below the street.

In this sense, a façade solution (on the Travessa do Noronha side) aims a gradual dematerialization in the west direction, allowing the structural skeleton to appear, until it is bare at the southwest corner. Consequently this corner has a vertical row of terraces, as an analogous image to the metallic structures of the balconies that swarm almost every block in Lisbon. This solution also lends a lightness that emphasizes the natural environment on the West side of the building.

On the east side the façade is closer to the traditional window design spans in a rigid vertical metric. The materials chosen, whether ceramic roof tiles or the facade cream cladding relates to the materials palette of Lisbon.

The five-storey building and one basement contains five apartments with a very similar interior space organization.

A demolição do armazém preexistente e a construção deste novo edifício num plano recuado para Nascente permite pôr a descoberto um troço do aqueduto das Águas Livres, designado Galeria da Esperança. Esta iniciativa revela a salvaguarda urgente que este monumento carece no seu traçado paralelo à Rua de São Bento, encontrando-se afundado na encosta sob um sem número de edifícios.

Por outro lado, propõe uma morfologia evolutiva perante a envolvente, constituindo uma resposta formal à leitura de síntese do quarteirão. Assume-se como o seu fecho e transição para o vazio dado pela diferença de cota da praceta face ao aqueduto e aos logradouros amplos dos terrenos vizinhos a Poente, implantados numa cota muito inferior, cerca de 10m abaixo do nível da rua.

Nesse sentido, é desenhada uma solução de fachada (do lado da Travessa do Noronha) que visa a desmassificação gradual no sentido Poente, deixando transparecer o esqueleto estrutural, até que fique a nu na esquina Sudoeste, onde está a fiada vertical de terraços, já numa imagem analógica às estruturas metálicas que povoam de varandas os interiores dos quarteirões em Lisboa. Esta solução empresta ainda uma leveza que se enquadra no ambiente paisagístico natural do lado oeste do edifício.

Do lado Nascente, junto ao vizinho, a fachada aproxima-se mais do desenho tradicional dos vãos de proporção vertical numa métrica rígida e numa relação de alinhamento com as janelas tipo água-furtada da cobertura. Os próprios materiais escolhidos, seja a telha cerâmica (de aba e canudo à cor natural) como o revestimento da fachada em argamassa de cal com pigmento branco/creme incluem-se na paleta de materiais da envolvente.

Resulta um edifício de 5 pisos e uma cave que contém 5 apartamentos de habitação com uma organização espacial interior bastante idêntica.

year:
client:

Private

location:

Príncipe Real, Lisbon, Portugal

status:

ongoing project

team:

André Ribeiro
André Pinto da Cunha
João Ribeiro de Almeida
Marton Komovus
Hugo Lopes Martins
Francisco Duarte Ferreira
Bernardo Lino

photography: